terça-feira, 27 de março de 2012

A verdade é só uma, por mais que queiram pintá-la


DO MELHOR QUE SE TEM ESCRITO NOS ÚLTIMOS TEMPOS - EM ESTILO OITOCENTISTA - SOBRE FACTOS OCORRIDOS EM “PORTUGAL” NOS SÉCULOS XX e XXI.
NEM ALMEIDA GARRET SERIA TÃO ASSERTIVO!

Carta Aberta ao venerando chefe do estado a que isto chegou




Senhor Presidente,

Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão (FUNDO DE COESÃO) e demais liberalidades que, pouco acostumados,  aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.

Havia pequenos senãos, arrancar  vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os  veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia  pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de  bafejados oásis  de leite e mel,  Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas  jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo  se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais.
Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas  emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa.
Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir.
Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices  dos pupilos, por veladas e paternais  palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede.
E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que  preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão;  que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade.
Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e  sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.
Respeitoso e Suburbano,  devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,

António Maria dos Santos
 
Sobrevivente (ainda) do Cataclismo de 2011



"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente.
E pela mesma razão."
  EÇA DE QUEIROZ

Mais CDPA do fim-de-semana


Se no hóquei em patins houve um conjunto de bons resultados, já no andebol, 'a coisa tá preta'. 5 jogos - 5 derrotas - 5 adversários, menos golos marcados, mais golos sofridos (quase). É demais. Esperemos que as escolinhas 'fabriquem atletas mais competitivos.


Cá por mim não me afecta perder alguns jogos, pelo contrário funciona como incentivo, mas último lugar confesso que me enerva. É a vida!



HÓQUEI EM PATINS




Juniores Sul D - 5ª Jornada

5ª JORNADA

25/03 17:30 GD Sesimbra 2-9 CD Paço de Arcos
24/03 21:00 SL Benfica 9-4 Sporting CP
25/03 15:00 GDS Cascais - AD Oeiras



CLASSIFICAÇÃO GERAL
copyright hoqueipatins.com
PT J V E D F
C
GOLOS PT
Méd
Perc
DESEMPATE
Marc Sofr Dif
Quoc
Méd PE GE GT QE QT
= SL Benfica 15 5 5 0 0 0 50 10 +40
5.00
10.0
2.0
3.00
100%
= Sporting CP 12 5 4 0 1 0 28 18 +10
1.56
5.6
3.6
2.40
80%
= CD Paço de Arcos 9 5 3 0 2 0 22 18 +4
1.22
4.4
3.6
1.80
60%
= GDS Cascais 3 4 1 0 3 0 12 34 -22
0.35
3.0
8.5
0.75
25%
3 +3 -22 0.35
= GD Sesimbra 3 5 1 0 4 0 15 26 -11
0.58
3.0
5.2
0.60
20%
0 -3 -11 0.58
= AD Oeiras 0 4 0 0 4 0





5ª JORNADA
copyright hoqueipatins.com
25/03 11:00 CP Beja 0-1 CF Estremoz
24/03 13:00 SL Benfica 8-1 GDS Cascais
25/03 11:00 HC Vasco da Gama 3-3 CD Paço de Arcos


CLASSIFICAÇÃO GERAL
copyright hoqueipatins.com
PT J V E D F
C
GOLOS PT
Méd
Perc
DESEMPATE
Marc Sofr Dif
Quoc
Méd PE GE GT QE QT
= SL Benfica 15 5 5 0 0 0 34 4 +30
8.50
6.8
0.8
3.00
100%
= CD Paço de Arcos 10 5 3 1 1 0 30 20 +10
1.50
6.0
4.0
2.00
67%
1 CF Estremoz 7 5 2 1 2 0 19 23 -4
0.83
3.8
4.6
1.40
47%
3 +1 -4 0.83
1 HC Vasco da Gama 7 5 2 1 2 0 16 21 -5
0.76
3.2
4.2
1.40
47%
0 -1 -5 0.76
= GDS Cascais 2 5 0 2 3 0 16 28 -12
0.57
3.2
5.6
0.40
13%
= CP Beja 1 5 0 1 4 0 7 26 -19
0.27
1.4
5.2
0.20
7%



5ª JORNADA
copyright hoqueipatins.com
24/03 15:00 Sporting CP 8-2 AD Oeiras
24/03 15:00 CD Paço de Arcos 16-0 CD Boliqueime
25/03 11:00 CF Estremoz 2-8 HCP Grândola
CLASSIFICAÇÃO GERAL
copyright hoqueipatins.com
PT J V E D F
C
GOLOS PT
Méd
Perc
DESEMPATE
Marc Sofr Dif
Quoc
Méd PE GE GT QE QT
= Sporting CP 15 5 5 0 0 0 49 8 +41
6.13
9.8
1.6
3.00
100%
= CD Paço de Arcos 12 5 4 0 1 0 41 9 +32
4.56
8.2
1.8
2.40
80%
= AD Oeiras 9 5 3 0 2 0 31 21 +10
1.48
6.2
4.2
1.80
60%
= HCP Grândola 6 5 2 0 3 0 20 22 -2
0.91
4.0
4.4
1.20
40%
= CF Estremoz 3 5 1 0 4 0 11 45 -34
0.24
2.2
9.0
0.60
20%
= CD Boliqueime 0 5 0 0 5 0 4 51 -47
0.08
0.8
10.2
0.00
0%


ANDEBOL 


JOVEM CAMPEONATO NACIONAL DA 2ª DIVISÃO


5ª Jornada
Visitado Result. Visitante Data Hora Recinto

Juventude Desp. Lis 31-31 CCR ALTO MOINHO 25/03/2012 16:00 PAV. JUVENTUDE D. LIS

NAAL Passos Manuel 27-18 GS Loures 25/03/2012 16:00 ESC. QTA MARROCOS

CD Paço Arcos 31-39 ADC BENAVENTE

2a Fase Zona 2
Pos Equipa Pts JG V E D GM GS GD
1 CCR ALTO MOINHO 14 5 4 1 0 164 149 15
2 NAAL Passos Manuel 13 5 4 0 1 151 125 26
3 Juventude Desp. Lis 12 5 3 1 1 152 133 19
4 ADC BENAVENTE 9 5 2 0 3 166 169 -3
5 GS Loures 7 5 1 0 4 129 148 -19
6 CD Paço Arcos 5 5 0 0 5 126 164 -38